Um típico domingo numa cidade inglesa
Domingo, 9 horas da manha.
Eu recém acordada, de pijama, cara amassada, passando um café, p da vida porque acordei cedo demais.
Ru, recém-chegado da nataçao, porque maluco que é maluco, acorda às 7 da manha para ir nadar no domingo - como se nao bastasse acordar às 6 todos os dias.
Toca a campainha. A gente dá aquele pulo, porque a campainha NUNCA toca, ainda mais num domingo de manha.
Era o tio Keith.
Aqui uma pequena explanaçao. O tio Keith é o nosso vizinho da casa à direita. É um velhinho de oitenta anos casado com a tia Jane. A gente chama eles assim entre nós desde que nos mudamos. Eles sao aqueles típicos velhinhos bonitinhos, sempre arrumadinhos, andando de maos dadas, limpando o carro, limpando a frente da casa, cuidando do jardim, etc. Eles nao tem filhos entao estao sempre recebendo estudantes de Inglês na casa deles e adoram quando vem brasileiros. O tio Keith, descobrimos recentemente, é veterano da Segunda Guerra Mundial e estava contando pro Ru como foi o Dia D, porque ele estava lá no desembarque das tropas aliadas na Normandia e que "O Resgate do Soldado Ryan " é a maior besteira.
Mas, divago. Voltando à minha história. Toca a campainha. Sobressaltado, o Ru atende (eu estava de pijama lembra?) e era o tio Keith. Para nos dizer que tinha um pássaro raro, perseguindo um esquilo, na árvore em frente à nossa casa o que, aparentemente é muito estranho porque normalmente é o esquilo que persegue o pássaro, e que era por isso que eles estavam plantados ali, olhando pro alto e nao cumprimentaram o Ru quando ele voltou da natacao.
É ou nao é um mundinho particular?




